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Diário de uma quarentena

Dia 14 - Breve reflexão

27.03.20 | Fatia Mor

Passaram-se mais sete dias que serviram para perder a noção do tempo, do decorrer dos dias das semanas e decepar as saudáveis rotinas que mantínhamos, virtude de horários precisos sobre os quais coordenávamos as nossas vidas.

Parece existir um antes e um depois destas medidas de isolamento. Como parece existir um mundo de pessoas, paralelas às nossas preocupações, que continuam a fazer a sua vida como se esta fosse independente das dos outros que as rodeiam. Não somos ilhas. O nosso bem-estar físico, mental, depende das relações que estabelecemos com os que nos rodeiam e, aparentemente, esse vínculo é verdadeiro no pólo positivo como no pólo negativo.

As notícias continuam céleres, a informação e a desinformação rivalizam pela nossa atenção, em todo o instante. Perdidos nas paredes das nossas casas, cuja normalidade parece render agora alguma sensação de insanidade temporária, voltamo-nos para as redes sociais para tentar viver além das barreiras físicas do que nos rodeia.

As crianças continuam felizes com a possibilidade de estarmos todos juntos. De não termos que correr para a escola, ou para as compras, ou para qualquer atividade que subsista depois dos dias de trabalho. 

Pergunto-me como será quando nos disserem que podemos sair. Que podemos voltar à normalidade, ao mesmo de sempre. Será que vamos conseguir? 

Na História, sempre que estas pandemias se instalaram, as mudanças sociais e económicas foram óbvias. Resta-nos esperar pelo fim desta (quando?) e ver os desafios que irão vigorar nas nossas vidas.

Mal ou bem, somos nós que teremos que virar esta crise. 

 

E sabem que mais?

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Vamos todos ficar bem!

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